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Odesur 2026

8 e 8: o Brasil somou a mesma penalização nas duas rodadas da final e é ouro por equipes no salto do Odesur

O Brasil fechou a final por equipes do salto em Rosário com 17,74 pontos de penalidade — 1,74 da estreia, mais 8 na primeira rodada de quinta e mais 8 na segunda. Em cada uma das três rodadas o pior resultado foi descartado, e o nome descartado mudou três vezes. A última vez foi de Stephan Barcha, depois de o ouro já estar garantido.

Redação BrazHorse · 26 de setembro de 2026 · 7 de leitura

Foto: Arte BrazHorse — capa de dado desenhada a partir dos números desta matéria

O Brasil é campeão por equipes do salto nos XIII Jogos Sul-Americanos. A final correu na quinta-feira, 24 de setembro, no Jockey Club de Rosário, em duas rodadas no mesmo dia, e a equipe fechou com 17,74 pontos de penalidade acumulados nas três rodadas da competição. Correram Gabriel Gouveia com Ratzinger JMen, José Roberto Reynoso com Cornet Shot JMen, José Luiz Guimarães de Carvalho com Barbarela JMen e Stephan Barcha com Chantily JMen.

Esta matéria sai com dois dias de atraso, e o atraso é nosso. O resultado foi publicado na tarde de 24 de setembro. Em 25 de setembro o BrazHorse não publicou nada — é o terceiro buraco do mês, depois dos de 10 e 11 e dos de 16 a 19 de setembro, e a causa dos três continua desconhecida. Registramos aqui porque o leitor tem direito de saber por que a medalha de ouro do time chega a ele na manhã do sábado.

E registramos outra coisa: a final individual corre hoje, 26 de setembro, com a primeira rodada às 12h e a segunda às 14h30 de Brasília. Nada nesta matéria é o balanço final do salto brasileiro em Rosário. O que está fechado é a competição por equipes.

1,74 + 8 + 8 = 17,74. As três parcelas do ouro brasileiro, e a soma fecha exata. Em cada uma das três rodadas o pior dos quatro conjuntos foi descartado — e o nome descartado mudou nas três: Gouveia na estreia, Carvalho na primeira rodada da final, Barcha na segunda. Reynoso foi o único que nunca sobrou.

As três parcelas, uma a uma

Estreia, quarta-feira 23 de setembro, prova de velocidade: Reynoso 0,00, Barcha 0,85, Carvalho 0,89, Gouveia 2,90. Os três melhores somam 1,74 e o 2,90 de Gouveia é descartado. Foi o placar que publicamos em 24 de setembro.

Primeira rodada da final, quinta-feira: Gouveia limpo, zero. Reynoso quatro pontos. Barcha quatro pontos. Carvalho oito pontos, descartados. Os três melhores somam 8, e o acumulado do Brasil vai a 9,74.

Segunda rodada da final, na mesma quinta: Reynoso quatro pontos. Gouveia limpo de novo, zero. Carvalho quatro pontos. Barcha oito pontos, descartados. Os três melhores somam 8 outra vez, e o total fecha em 17,74.

O mesmo 8 nas duas rodadas, formado por nomes diferentes. Na primeira, o zero de Gouveia mais os quatro de Reynoso e os quatro de Barcha. Na segunda, o zero de Gouveia mais os quatro de Reynoso e os quatro de Carvalho. Quando o documento traz as parcelas e o total, somar as parcelas é a conferência mais barata que existe, e esta passou nas três.

O ouro estava garantido antes de Barcha entrar na pista

A vantagem construída na primeira rodada era de 12,36 pontos sobre a Argentina: Brasil 9,74 contra 22,10. Com o descarte do pior resultado de cada rodada, o Brasil podia perder até doze pontos de penalidade na rodada final e ainda assim subir no lugar mais alto do pódio.

Foi o que aconteceu, e aconteceu cedo. Reynoso somou quatro, Gouveia zerou, e quando Carvalho fechou com uma falta e quatro pontos a conta já não tinha mais como virar. Stephan Barcha, o cavaleiro mais laureado dos quatro e terceiro colocado na estreia, entrou na pista com o título resolvido e fez a pior rodada da equipe — duas faltas, oito pontos, descartados.

É um detalhe do formato que vale explicar, porque ele contraria a leitura intuitiva: numa equipe de quatro conjuntos com descarte do pior por rodada, a pior atuação do melhor cavaleiro pode não custar nada. Custou zero.

As contas dos outros três também fecham

A Argentina ficou com a prata. Tinha 22,10 depois da primeira rodada e reagiu na segunda com três percursos limpos — Damián Ancic, Tomás Galilea e Lucas Mesa. Três zeros somam zero, e a Argentina termina exatamente nos mesmos 22,10. A diferença para o Brasil é de 4,36 pontos, e 22,10 menos 17,74 dá 4,36 sem sobra.

O Chile ficou com o bronze com 33,40. Tinha 29,40 e acrescentou 4,00. A Bolívia terminou em quarto com 47,78: tinha 27,78 na terceira posição parcial e acrescentou 20,00 na rodada decisiva, caindo do pódio ali.

Quatro equipes, quatro somas parciais, quatro totais. Os quatro fecham. É o tipo de conferência que não exige nenhuma fonte extra — só disciplina para refazer a aritmética que a fonte publicou.

Duas leituras do mesmo resultado, e elas não batem

Dois veículos brasileiros publicaram o ouro na tarde de 24 de setembro, e os números não são os mesmos. O Surto Olímpico, às 17h32, dá o Brasil campeão com 9,74, a Argentina em segundo com 22,1 e a Bolívia em terceiro com 27,78. A Olimpíada Todo Dia, às 18h12, dá o Brasil com 17,74, a Argentina com 22,10, o Chile com o bronze com 33,4 e a Bolívia em quarto com 47,78.

Há uma explicação favorável aos dois, e ela é aritmética. O trio 9,74 / 22,10 / 27,78 é exatamente a classificação parcial que a Olimpíada Todo Dia havia publicado às 16h59, depois da primeira rodada da final e antes da segunda. A leitura do Surto Olímpico parece ser a classificação de meio da prova tomada como final — o que é um erro fácil de cometer num dia com duas rodadas em sequência.

Não afirmamos isso. Afirmamos o que dá para afirmar: o conjunto de números da Olimpíada Todo Dia fecha internamente, parcela por parcela, nas quatro equipes; o do Surto Olímpico corresponde a um estágio anterior da mesma prova. Não vimos a ata oficial, então não estamos declarando ninguém errado — estamos dizendo qual dos dois conjuntos é internamente consistente e por quê.

Barbarela, com um L

Os dois veículos escrevem o nome do cavalo de José Luiz Guimarães de Carvalho de maneiras diferentes, e nenhuma coincide com o registro. O stud book da ABCCH traz BARBARELA JMEN (TE), número 0021784-BH, nascida em 2 de dezembro de 2014, filha de Bolero JMen (IA) em Cayanna-B JMen II, criada no Haras Agromen, não importada, de propriedade da JMendonça Agrícola. É Barbarela, com um L e sem E final.

Parece detalhe e não é: é o nome pelo qual o animal existe no registro, e é o único jeito de o leitor seguir a carreira dele. Conferir o cavalo na base antes de publicar é regra da casa.

A vaga do Pan de Lima 2027

O Surto Olímpico escreve que o título garantiu ao Brasil a vaga nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2027, e que as três modalidades do hipismo brasileiro estão classificadas — salto e hipismo completo pelo ouro, adestramento pela prata.

Isso é declarado, e continua declarado. O documento que define o sistema de qualificação de Lima 2027 existe e não abre para nós: tentamos duas vezes em 15 de setembro e recebemos erro 406 nas duas. É a terceira matéria em que registramos essa dívida com o leitor sem conseguir pagá-la. Enquanto o PDF não abrir, a vaga é uma informação de veículo, não um dado que conferimos na origem.

O que este número não diz

17,74 não diz nada sobre as medalhas individuais. Elas se decidem hoje, e a classificação que entra na final é outra conta: Gabriel Gouveia lidera com 2,90, a boliviana Karen Boos Pegler é segunda com 5,31 e Reynoso é terceiro com 8,00. Barcha está 11º com 12,85 e Carvalho 12º com 12,89.

Não diz quantos países disputaram. A fonte nomeia quatro equipes na classificação por equipes — Brasil, Argentina, Chile e Bolívia. Se havia uma quinta, ela não aparece, e não vimos a lista de inscritos.

E não diz nada sobre como os cavalos chegam ao terceiro dia. Três rodadas em dois dias é carga, e a decisão de quem sai para a final individual é técnica e veterinária. Não temos lista de largada oficial e não vamos supor.

O que a gente não conferiu, e por quê

Todo o resultado desta matéria vem de dois veículos brasileiros. Não confirmamos nada em documento oficial do evento, e a razão é a mesma de toda esta semana: o sistema de resultados do Santa Fé 2026 exige JavaScript e não abre; a página dos Jogos no site da FEI devolve erro 403 desde 20 de agosto; e o site da Confederação Brasileira de Hipismo não abre para nós há sete dias seguidos.

Sobre a CBH, a ressalva que fazemos sempre, e que não é retórica: a falha que recebemos é de conexão ao arquivo de robôs do site, não o bloqueio que já conhecíamos. Não estamos dizendo que a CBH esconde nada, e o problema pode perfeitamente ser do nosso lado. Estamos dizendo que não conseguimos ler, que por isso não sabemos o que ela publicou desde 15 de setembro, e que o domínio espelho hipismobrasil.org.br também não abre, por falha de certificado.

Quem for repercutir, repercuta com essa ressalva. O placar e as medalhas são declarados por veículo, não conferidos em ata. O que é nosso e verificável é outra coisa: a aritmética das três parcelas, a conferência dos quatro totais por equipe, a explicação da divergência entre os dois veículos e o registro de Barbarela JMen na base da ABCCH.

O que vem agora

A final individual do salto, hoje, fecha o hipismo brasileiro em Rosário. Com o ouro do hipismo completo, a prata por equipes e o bronze individual de Duda Lima no adestramento, e agora o ouro por equipes no salto, o Brasil sai do Odesur com medalha nas três modalidades que disputou.

Fonte do resultado, das parcelas por rodada e da classificação individual: Olimpíada Todo Dia, matérias publicadas em 24 de setembro de 2026 às 16h59 e às 18h12 UTC — dado declarado por veículo, não conferido em documento oficial. Segunda leitura do mesmo resultado, com números divergentes: Surto Olímpico, 24 de setembro de 2026, 17h32 — também declarado. Registro, filiação, criador e condição de importação de Barbarela JMen: base de animais da ABCCH mantida pelo BrazHorse — dado nosso. A soma das parcelas, a conferência dos quatro totais e a explicação da divergência: apuração nossa, feita sobre os números publicados pelas fontes. Capa: arte BrazHorse desenhada a partir do dado desta matéria — não é fotografia e não retrata os atletas nem os cavalos citados. Há foto do fato, de Fernando Gavini/OTD e de Jonne Roriz/COB, em domínios que não estão na nossa autorização de uso de imagem.

Números apurados na base do BrazHorse, a partir do Ranking de Coberturas da ABCCH (temporada 2025/2026) e do catálogo próprio. Cada página de dado citada aqui declara sua fonte e o que não está coberto.

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