1,74: o Brasil abre o salto do Odesur na liderança por equipes e com os três primeiros lugares individuais
Cinco conjuntos brasileiros correram a primeira qualificatória em Rosário e quatro fecharam o percurso limpo. A conta por equipes fechou em 1,74 — e esse número não é falta de obstáculo: é tempo convertido, numa conversão que dá para conferir.
Redação BrazHorse · 24 de setembro de 2026 · 6 de leitura

O salto do Odesur começou na quarta-feira, 23 de setembro, no Jockey Club de Rosário, com a rodada de abertura das qualificatórias individual e por equipes. Cinco conjuntos brasileiros correram. Quatro fecharam o percurso sem derrubar nada.
Ao fim do dia, a equipe brasileira estava em primeiro com 1,74 ponto de penalidade. A Argentina aparece em segundo com 9,1 e o Chile em terceiro com 9,4.
Esta matéria foi escrita na manhã de 24 de setembro, antes da prova desta quinta-feira. Nada do que está aqui é resultado final: é o placar de um dia, o primeiro de três.
Brasil 1,74 · Argentina 9,1 · Chile 9,4. O 1,74 não é um número de faltas — nenhum dos quatro conjuntos da equipe derrubou obstáculo. É tempo convertido, a meio ponto por segundo atrás do líder: 0,00 de Reynoso, 0,85 de Barcha, 0,89 de Carvalho, e os 2,90 de Gouveia descartados pela regra.
Os cinco brasileiros, na ordem do placar
1º José Reynoso com Cornet Shot Jmen, 72s18, sem faltas nos obstáculos — o tempo mais rápido do dia. 2º Stephan Barcha com Chantily Jmen, 73s87, também limpo. 3º José Luiz Carvalho com Barbarela Jmen, 73s95, limpo.
8º Gabriel Gouveia com Ratzinger Jmen, 77s98, percurso limpo. 16º Ivo Roza Filho com Legendary Jmen, 84s23, com quatro segundos de penalidade.
O número não é falta: é segundo convertido
Quem lê 1,74 ponto de penalidade numa prova de salto tende a imaginar barra no chão. Não houve. Os quatro conjuntos da equipe brasileira passaram limpos pelos obstáculos, e a pontuação saiu inteira do relógio.
A conversão dá para conferir com os próprios números que a fonte publicou. Reynoso, o mais rápido, fica com 0,00. Barcha correu 1,69 segundo atrás dele e recebeu 0,85. Carvalho correu 1,77 segundo atrás e recebeu 0,89. Gouveia correu 5,80 segundos atrás e recebeu 2,90.
Meio ponto por segundo explica os quatro, um a um, com arredondamento na segunda casa. É a conversão que o regulamento internacional usa para transformar uma prova de velocidade em pontuação de campeonato, e ela fecha aqui sem sobra.
A soma também fecha. Descartado o pior dos quatro, 0,00 mais 0,85 mais 0,89 dá exatamente 1,74. Quando o documento traz as parcelas e o total, somar as parcelas é a conferência mais barata que existe, e esta passou.
A convocação de 26 de agosto foi cumprida à risca
Em 1º de setembro publicamos o comunicado da CBH com a composição do Time Brasil de salto, assinado em 25 de agosto. Ele nomeava quatro conjuntos titulares — Gabriel Gouveia com Ratzinger JMen, José Luís Guimarães de Carvalho com Barbarela JMen, José Roberto Reynoso Fernandez Filho com Cornet Shot JMen ou Tanagra JMen, e Stephan Barcha com Chantily JMen — e um reserva, Ivo Roza Filho com Legendary JMen.
Vinte e oito dias depois, foram esses cinco cavaleiros com esses cinco cavalos que entraram na pista de Rosário. Reynoso tinha dois animais nomeados e levou Cornet Shot. O reserva correu.
Vale registrar uma distinção que insistimos em fazer: a conta por equipes que a fonte descreve envolve quatro conjuntos, e o de Ivo Roza Filho não está nela. Não abrimos a lista de largada oficial, então não afirmamos em que condição ele competiu — só que o número dele não entrou no total do Brasil.
Legendary JMen saltou no dia em que completou 18 anos
Em 1º de setembro escrevemos que o cavalo reserva do time faria 18 anos em 23 de setembro, a data marcada para a estreia do salto em Rosário. A coincidência se confirmou.
O stud book da ABCCH registra Legendary JMen, número 0017522-BH, nascido em 23 de setembro de 2008, macho, filho de Laeken JMen (IA) em Pamela JMen, criado no Haras Agromen, não importado. Foi o cavalo mais velho da delegação brasileira em pista, e o único dos cinco que não fechou o percurso limpo.
Os cinco levam o mesmo afixo
Cornet Shot, Chantily, Barbarela, Ratzinger e Legendary: os cinco carregam JMen no nome e os cinco constam no stud book como criados pelo Haras Agromen, em Orlândia, nenhum importado. Já contamos essa história em 1º de setembro, quando o time foi anunciado, e de novo ontem, quando os três primeiros do Clássico do Indoor saíram da mesma casa. Hoje ela é contexto, não é a notícia.
O que este número não diz
Não diz quem ganha. É a rodada de abertura de uma competição de três dias, com nova prova em 24 de setembro e final individual em 26. Vantagem de primeiro dia em salto se desfaz com uma barra.
Não dá para esticar a diferença até a segunda casa decimal. A fonte publica o número do Brasil com duas casas, 1,74, e os dos rivais com uma, 9,1 e 9,4. Não sabemos se são valores exatos ou arredondamentos, então dizemos que a vantagem é de cerca de sete pontos e paramos aí, em vez de anunciar uma subtração que a fonte não sustenta.
Não sabemos ler o 84s23 de Ivo Roza Filho. O texto diz quatro segundos de penalidade e não esclarece se esses quatro segundos já estão dentro dos 84s23 nem em quantos pontos eles se converteram. Preferimos publicar o número que não sabemos ler como número que não sabemos ler, em vez de calcular por cima de uma dúvida.
Não sabemos quantos países correram. O texto nomeia três equipes. Se havia uma quarta ou uma quinta atrás do Chile, ela não aparece, e nós não vimos a lista.
O que a gente não conferiu, e por quê
Todo o resultado desta matéria vem de um único veículo brasileiro, publicado na tarde de 23 de setembro. Não confirmamos nada disso em documento oficial do evento, e é honesto dizer por quê: o sistema de resultados do Santa Fé 2026 exige JavaScript e não abre para nós; a página dos Jogos no site da FEI devolve erro 403 desde 20 de agosto; e o site da Confederação Brasileira de Hipismo não abre para nós há cinco dias seguidos.
Sobre a CBH, a ressalva que fazemos sempre: a falha que recebemos é de conexão ao arquivo de robôs do site, não o bloqueio que já conhecíamos. Não estamos dizendo que a CBH está escondendo nada, e o problema pode perfeitamente ser nosso. Estamos dizendo que não conseguimos ler e que, por isso, não sabemos o que ela publicou desde 15 de setembro. Tentamos também o domínio espelho hipismobrasil.org.br, que devolve falha de certificado.
Quem for repercutir estes números, repercuta com essa ressalva: são declarados por um veículo, não confirmados em ata. O que é nosso e verificável é outra coisa — o cruzamento dos cinco cavalos com o stud book e a aritmética da conversão, que refizemos linha a linha.
O que vem agora
Nova rodada em 24 de setembro e final individual em 26. Com o adestramento (prata por equipes e bronze individual de Duda Lima) e o hipismo completo (ouro por equipes) já encerrados, o salto é a última das três modalidades do hipismo brasileiro em Rosário — e a que chega ao terceiro dia com a melhor posição de largada.
Fonte do resultado, dos tempos e da classificação por equipes: Olimpíada Todo Dia, matéria publicada em 23 de setembro de 2026 às 17h42 UTC — dado declarado por um veículo, não conferido em documento oficial. Composição do Time Brasil: Comunicado Oficial da CBH de 26 de agosto de 2026 — dado oficial. Registro, filiação, criador, data de nascimento e condição de importação dos cinco cavalos: base de animais da ABCCH mantida pelo BrazHorse — dado nosso. A conversão de segundos em pontos e a conferência da soma: apuração nossa, feita sobre os números publicados pela fonte. Capa: arte BrazHorse desenhada a partir do dado desta matéria — não é fotografia e não retrata os atletas nem os cavalos citados.
