2 vices a 1,60 m no mesmo domingo lá fora, e um único percurso de 1,40 m no Brasil inteiro
Eduardo Pereira de Menezes foi segundo no Rolex Grand Prix de Bruxelas por meio segundo. Yuri Mansur foi segundo no Grande Prêmio de Gijón. Nos mesmos sete dias, a prova mais alta disputada em solo brasileiro foi um 1,40 m no Rio — e o único concurso chancelado pela CBH no país foi adiado sem nova data.
Redação BrazHorse · 31 de agosto de 2026 · 5 de leitura

Domingo, 30 de agosto. Dois Grandes Prêmios de 1,60 m, dois países, dois brasileiros em segundo lugar.
No Rolex Grand Prix do CSI5* de Bruxelas, apenas duas duplas cumpriram as duas voltas sem falta. Eduardo Pereira de Menezes e H5 Londontime fizeram 42,85 s no desempate. Richard Vogel e Gangster Montdesir fizeram 42,34 s. Meio segundo — 0,51 s, para ser exato.
Bruxelas
Segundo o Chronicle of the Horse, cinco conjuntos passaram limpos pela primeira volta e apenas dois seguiram sem falta ao fim da segunda. Menezes largou em penúltimo e assumiu a liderança provisória: "Pereira de Menezes foi penúltimo na ordem de saída e foi dupla sem faltas, passando os tempos em 42.85 segundos." Vogel veio depois e tirou o meio segundo. Daniel Deusser, com Pepita van't Meulenhof, foi terceiro com uma falta na primeira volta.
H5 Londontime é KWPN, castrado de 2016, por Hummertime em mãe por Numero Uno. Não foi o único resultado de Menezes na semana: na quinta-feira ele venceu uma prova de 1,50 m com H5 Knockando, sem falta em 71,03 s.
Gijón
No mesmo domingo, a 1.600 km dali, o Grande Prêmio de 1,60 m do CSI4* de Gijón, nas Astúrias. Scott Brash venceu com Hello Folie, 50,30 s no desempate. O OcioCaballo registra: "O segundo posto foi para o brasileiro Yuri Mansur com Qh Alfons Santo Antonio, também com duplo zero." O tempo de Mansur foi 53,77 s. Millie Allen foi terceira.
Um registro de identidade que a gente faz sempre, e que aqui vale duas linhas: apesar do sufixo, QH Alfons Santo Antonio não é cavalo de criação brasileira. O HorseTelex o registra como Estonian Sport Horse, nascido em 2007, por Aromats em Fiorella II, FEI 105AB48. É o terceiro caso do gênero que encontramos este mês, depois de Dinozo Império Egípcio (Selle Français) e Eurocommerce Mulhouse do Igarapé (Irish Sport Horse). Sufixo de haras no nome não prova registro no stud book brasileiro.
E no Brasil
Na mesma janela de sete dias, o percurso mais alto disputado em território brasileiro foi de 1,40 m. Um só: o Grande Prêmio da 5ª Etapa do Ranking SHB, no Rio de Janeiro, entre 28 e 30 de agosto. Venceu Thiago Mattos com First do Santo Antonio — o único percurso sem falta da prova, em 76,37 s, entre nove classificados. Mr Harley do Santo Antonio, com Rodrigo Ullmann Lima, foi segundo com 3 faltas; SL Oscar, com Luciana Lossio, terceiro com 4.
E o único concurso de salto chancelado pela CBH em todo o país na semana — o CSI e CSN1* Amadores, na Casa CBH, em Indaiatuba, marcado para 27 a 30 de agosto — foi adiado. A página oficial da Confederação exibe a palavra ADIADO, sem justificativa e sem nova data.
Dois resultados de criação brasileira apareceram na semana, e os dois vieram de fora. Em Bruxelas, HFB Swarovski foi sétimo numa prova de 1,50 m do CSI5* com Stephanie Macieira — Brasileiro de Hipismo, SNr 58347, nascido em 2015, por Sir Shostakovich xx em Landea. Em Gijón, Pedro Veniss venceu uma prova de 1,45 m com Duelante 3K, também BH, de 2014, por Lordanos. Nenhuma das fontes brasileiras da semana publicou uma linha de pedigree; essas duas identidades vieram do stud book internacional.
O que estes números não dizem
Não dizem onde os brasileiros estão no ranking mundial. A lista Longines que conseguimos ler está carimbada em 4 de agosto — anterior ao Mundial de Aachen e a este fim de semana — e a página só carregou as 20 primeiras posições, porque o resto pagina por JavaScript. Dá para afirmar que nenhum brasileiro estava entre os 20 primeiros naquela lista. Sobre as posições 21 a 100, não sabemos nada, e nem o vice de Menezes nem o de Mansur estão contabilizados nela.
Não dizem que o Brasil parou. Outros dois concursos brasileiros correram na semana — o Ranking Lexus Campinas, na Sociedade Hípica de Campinas, de 26 a 28 de agosto, e a 7ª etapa do ranking da Sociedade Hípica Paranaense, em Curitiba, de 28 a 30. Os dois estão confirmados em fonte oficial e nenhum dos dois publicou resultado até o fechamento desta matéria. Não sabemos sequer quais alturas foram disputadas em Curitiba. Sem resultado publicado não é o mesmo que sem prova, e a diferença importa: o teto de 1,40 m que afirmamos é o teto do que foi publicado.
Não dizem quanto valeu. A dotação do Rolex Grand Prix de Bruxelas diverge entre três fontes que consultamos — a cronometragem oficial, o World of Showjumping e o Chronicle of the Horse dão números diferentes, em moedas diferentes. Preferimos não publicar valor a publicar o errado.
E não dizem por que o concurso da Casa CBH foi adiado. A palavra ADIADO está na página oficial e é tudo o que existe: sem motivo, sem nota, sem nova data. Não arriscamos explicação — mas registramos que é um concurso internacional da própria Confederação, na sede dela, e que o adiamento não foi comunicado em nenhum canal.
Fonte da informação: resultado do Rolex Grand Prix do CSI5* Brussels Stephex Masters conforme o Chronicle of the Horse e a cronometragem oficial World Sport Timing; resultado do Grande Prêmio do CSI4* de Gijón conforme OcioCaballo e Gijón Radio TV, em fonte secundária — a ficha FEI do evento não publicou classificação; resultados do Ranking SHB nos PDFs por prova da cronometragem Eques, não validados contra a FEERJ; adiamento do CSI Amadores na seção de salto do site da CBH; identidade e pedigree dos cavalos no HorseTelex; ranking Longines em fei.org, lista de 4 de agosto de 2026. Os resultados de Bruxelas e do Rio são dado oficial; os de Gijón são declarados por imprensa especializada e corroborados por duas fontes independentes. Capa: arte BrazHorse sobre as alturas máximas de cada praça; não é fotografia.
