BrazHorse
← Notícias
Odesur 2026

202,0: o Brasil é ouro por equipes no completo do Odesur sem nenhum cavaleiro no pódio individual

Os três brasileiros terminaram em 4º, 5º e 6º. O ouro veio de chegar inteiro: a soma fecha em 202,0, 108,4 pontos à frente da Argentina, e a vaga para Lima 2027 veio junto

Redação BrazHorse · 21 de setembro de 2026 · 7 de leitura

Foto: Arte gerada pela Redação BrazHorse a partir do dado (sem fotografia)

O Brasil é campeão por equipes do concurso completo de equitação nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fe 2026. Terminou a prova de saltos de domingo, 20 de setembro, em Rosário, com 202,0 pontos. A Argentina ficou com a prata (310,4), o Chile com o bronze (433,6) e o Uruguai em quarto (451,5).

Uma nota sobre nós: o resultado foi publicado pela Olimpíada Todo Dia às 14h30 UTC de domingo, cerca de três horas depois da nossa edição anterior, que foi escrita antes da prova e dizia isso no primeiro parágrafo. Esta é a matéria que ela prometia.

202,0 contra 310,4. O Brasil venceu o completo por 108,4 pontos e não pôs nenhum cavaleiro no pódio individual: Rafael Ribeiro foi 4º, Pedro Maia 5º e Marcio Appel 6º.

A conta fecha

No completo, menos é melhor, e o total da equipe é a soma dos três melhores resultados individuais. Os três que contaram no fim:

Rafael Ribeiro Fontenelle e Klaron Jmen: 56,4 depois do cross, mais 8 no salto (duas derrubadas), 64,4. Pedro Maia e Mistica LU: 56,0, mais 8 de faltas e 3,2 de tempo, 67,2. Marcio Appel e Kikita da Vista: 69,2, sem derrubadas e com 1,2 de tempo, 70,4.

64,4 + 67,2 + 70,4 = 202,0. É exatamente o total publicado. O quarto brasileiro, Luiz Augusto de Faria (Guto), com Kalifa da Vista, tinha sido eliminado no cross, no sábado.

O salto custou pouco a todos, menos a um país

Subtraindo o placar depois do cross do placar final, cada equipe pagou isto na prova de saltos: Uruguai 12,0 (de 439,5 para 451,5), Argentina 16,0 (de 294,4 para 310,4), Brasil 20,4 (de 181,6 para 202,0) e Chile 162,3 (de 271,3 para 433,6).

O Brasil foi a equipe que mais pontos somou no salto entre as três que não desmoronaram. Não fez diferença: entrou no domingo com 89,7 de vantagem sobre o segundo colocado e saiu com 108,4 sobre o novo segundo, porque o Chile caiu de segundo para terceiro.

O individual: o que ontem dissemos, e o que aconteceu

Na véspera escrevemos que o melhor brasileiro estava a 18,3 pontos do bronze individual. O pódio mudou de cara no domingo. O ouro ficou com o chileno Mateo Garín Errázuriz, com Dakota, que zerou o salto e terminou com os mesmos 33,6 que tinha depois do cross. A prata foi do argentino Juan Alberto Benítez Gallardo, que liderava com 27,4 e somou 8 no salto (35,4). O bronze foi do uruguaio Federico Daners Bidegain, com SVR Nagasaki, com 51,5.

O chileno Felipe Godoy, terceiro depois do cross com 37,7, não aparece no pódio. Rafael Ribeiro terminou a 12,9 pontos do bronze.

A leitura que fizemos no sábado continua de pé, e agora com o resultado na mão: a medalha por equipes foi feita de chegar inteiro ao fim, não de velocidade. O Brasil foi o único país com três conjuntos de pé do começo ao fim da parte que conta.

O que disseram

Segundo a Olimpíada Todo Dia e o blog de Orlando Gonzalez, o técnico da equipe, o britânico William Fox-Pitt, chamou o ouro de incrível, mas disse que gostaria de um desempenho individual melhor. Marcio Appel, que esteve no Rio 2016 e em Tóquio 2020, disse que o cross foi muito técnico e que qualquer detalhe complicava. As falas chegaram até nós por esses dois veículos; não ouvimos os dois diretamente.

A vaga em Lima 2027

A Olimpíada Todo Dia escreve que os três primeiros países da prova por equipes garantiram vaga no completo dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2027. É a mesma informação que acompanhou a prata do adestramento na semana passada, e tem o mesmo problema: não conseguimos ler o documento de qualificação de Lima 2027, que existe e desde 15/09 devolve erro quando tentamos abrir. Quem for repercutir, repercuta com essa ressalva.

O que a gente não sabe

Não sabemos por que o Chile somou 162,3 pontos no salto, nem o que aconteceu com Felipe Godoy. Um salto de 162 pontos numa equipe costuma significar eliminação ou desistência de pelo menos um conjunto, mas nenhum texto que lemos diz isso, e não vamos afirmar.

Não temos a classificação individual depois do 6º lugar, nem o resultado oficial da organização. O site de resultados dos Jogos exige um navegador que não usamos, e o site da CBH não abriu neste run: a leitura falhou ao buscar o robots.txt, pelo segundo dia seguido. Pode ser um problema do nosso lado, e não estamos dizendo que a CBH deixou de publicar.

Todos os números desta matéria vêm de imprensa, não de documento oficial. Mas eles fecham entre si: o total por equipes bate com a soma dos três brasileiros, e cada nota individual bate com a nota do cross mais as faltas do salto.

O que vem agora

O hipismo brasileiro sai de Santa Fe, até aqui, com um ouro por equipes (completo), uma prata por equipes (adestramento) e um bronze individual (Duda Lima, adestramento). O salto começa na quarta-feira, 23 de setembro, e vai até sábado, 26.

Fonte: Olimpíada Todo Dia (Fernando Gavini, 20/09/2026, 14h30 UTC) para o placar e as notas; blog de Orlando Gonzalez para as falas. Imagem: capa de dado gerada pela Redação BrazHorse, sem fotografia. Dado declarado por imprensa, não oficial; a verificação da soma é nossa.

Números apurados na base do BrazHorse, a partir do Ranking de Coberturas da ABCCH (temporada 2025/2026) e do catálogo próprio. Cada página de dado citada aqui declara sua fonte e o que não está coberto.

Continue lendo