89,7 e 18,3: o Brasil lidera o completo do Odesur por larga margem por equipes e está a 18,3 pontos do bronze individual
Depois do cross-country de sábado, o Brasil tem 181,6 pontos contra 271,3 do Chile. Nenhum dos três brasileiros que seguem na prova está entre os quatro primeiros do individual. Os saltos correm neste domingo.
Redação BrazHorse · 20 de setembro de 2026 · 8 de leitura

Esta matéria foi escrita na manhã de domingo, 20 de setembro, antes da prova de saltos que fecha o concurso completo de equitação nos XIII Jogos Sul-Americanos, em Rosário. O que está abaixo é a situação depois de duas das três provas. Nada aqui é resultado final.
O placar depois do cross-country
Brasil 181,6 · Chile 271,3 · Argentina 294,4 · Uruguai 439,5. No completo, menos é melhor: a pontuação é de penalidades, e o pódio é de quem soma menos.
Os brasileiros que seguem na prova: Pedro Henrique Maia de Oliveira, 56 pontos, 5º no individual; Rafael Ribeiro Fontenelle da Silva, 56,4 pontos, 6º; Marcio Appel Cheuiche, 69,2 pontos, 8º. Luiz Augusto Araújo Soeiro de Faria foi eliminado no cross.
Na frente do individual: o argentino Juan Gallardo, com 27,4; o chileno Mateo Garín, com 33,6; o chileno Felipe Godoy, com 37,7.
A vantagem do Brasil por equipes é de 89,7 pontos sobre o Chile. A distância do melhor brasileiro para o bronze individual é de 18,3 pontos. No salto, cada barra derrubada custa 4.
As duas somas fecham
O completo por equipes soma três conjuntos e descarta o pior. Nas duas parciais publicadas dá para conferir a conta inteira, e ela fecha nas duas.
Na fase de adestramento, na sexta-feira, os quatro brasileiros marcaram: Pedro Maia com Mistica LU 27,0 · Rafael Fontenelle com Klaron Jmen 28,8 · Luiz Augusto Araújo com Kalifa Da Vista 30,1 · Marcio Appel com Kikita Da Vista 30,4. Os três melhores somam 27,0 + 28,8 + 30,1 = 85,9, exatamente o total publicado. Appel era o descartado.
Depois do cross, no sábado, o descarte mudou de nome: Araújo foi eliminado e Appel passou a contar. Maia 56 + Fontenelle 56,4 + Appel 69,2 = 181,6, de novo exatamente o total publicado.
E a subtração entre as duas parciais devolve o que cada um pagou no cross-country: Maia 29,0 · Fontenelle 27,6 · Appel 38,8. O trio que agora conta somava 86,2 no adestramento; 86,2 + 95,4 = 181,6. A conta fecha pela decomposição por conjunto e pela decomposição por prova.
A medalha por equipes é feita de quem chegou ao fim
Segundo a Olimpíada Todo Dia, o Brasil é o único dos quatro países na disputa com três cavaleiros ainda de pé. O Uruguai perdeu três dos quatro conjuntos. Chile e Argentina também tiveram eliminações.
É por isso que a vantagem brasileira é de 89,7 pontos sem nenhum brasileiro perto do pódio individual. Se o ouro por equipes vier, ele não terá sido construído por velocidade no cross — terá sido construído por chegar inteiro ao fim. As duas coisas cabem no mesmo dia e dizem coisas diferentes sobre o mesmo time.
Os cavalos, no stud book
Três dos quatro cavalos do Time Brasil estão registrados na ABCCH, e é aí que aparece uma simetria que o placar não mostra.
Kikita Da Vista (0025366-BH, nascida em 29/12/2016) e Kalifa Da Vista (0025367-BH, nascido em 06/11/2016) são meio-irmãos: mesmo pai, Urichin da Platina (IA), criados os dois pelo Haras da Vista, em Rosário do Sul (RS). Os números de registro são consecutivos.
Kikita, montada por Marcio Appel, é o terceiro conjunto que conta para a equipe hoje. Kalifa, montado por Luiz Augusto Araújo, é o eliminado. O Brasil perdeu um dos dois meio-irmãos e a medalha por equipes está apoiada no outro.
A mãe de Kalifa é Pé-na-Tábua XX. O sufixo XX é Puro Sangue Inglês, o sangue que o completo procura há mais de um século. Na base, sete dos 122 animais criados pelo Haras da Vista têm mãe com XX no nome.
Klaron Jmen (IA) (0022213-BH, nascido em 26/09/2015), de Rafael Fontenelle, é filho de Kannan com Tamira Jmen, criado e nascido no Haras Agromen — a mesma casa que criou os seis cavalos do time de salto do Odesur e que recebe o CSN Agromen em outubro.
Urichin da Platina (IA) tem 35 filhos na base.
O que a gente não sabe
O cavalo do melhor brasileiro é justamente o que não conseguimos fechar. Pedro Maia monta Mistica LU, e não existe nenhum Mística LU na base da ABCCH. Há cinco animais com Mística no nome — do Rincão, HG, Da Vista, Da Suply e do Embaixador — e um deles é do mesmo Haras da Vista que criou dois cavalos desta equipe. Não estamos identificando nenhum deles como o cavalo da prova: nome de registro pode ser diferente de nome de pista. A pergunta está aberta desde 14 de setembro e o haras não respondeu.
O placar não é documento oficial. Todos os números de pontuação desta matéria vêm de duas matérias da Olimpíada Todo Dia, de 18 e de 19 de setembro, assinadas por Sophia Tiburcio e Juvenal Dias. Não localizamos o PDF de resultado do evento, nem na CBH nem no site dos Jogos. Quem for repercutir, repercuta com essa ressalva.
Não sabemos como cada penalidade do cross se divide entre tempo e obstáculo. 29,0, 27,6 e 38,8 são subtrações nossas entre duas parciais publicadas, não são leitura de um boletim de prova. E não sabemos como a organização pontuou os conjuntos eliminados dentro do total de cada país — a conta do Brasil fecha sem precisar disso, a dos outros três não conferimos.
Também não conseguimos abrir a CBH neste domingo. Cinco tentativas em cbh.org.br — índice de comunicados, home e páginas de modalidade — voltaram com erro na leitura do robots.txt. Não estamos dizendo que a CBH não publicou nada sobre o cross, nem acusando a entidade de esconder qualquer coisa: estamos dizendo que não conseguimos ler, e o problema pode perfeitamente ser nosso.
Fonte do placar: Olimpíada Todo Dia, 18/09/2026 (Sophia Tiburcio) e 19/09/2026 (Juvenal Dias), que credita a imagem ao Instagram @cbhoficial. Fonte do registro dos animais: base da ABCCH. Imagem desta matéria: arte BrazHorse gerada a partir do dado, não é fotografia. O placar é DECLARADO; as subtrações e o cruzamento com o stud book são NOSSOS; nada aqui é OFICIAL.
