408,263: o Brasil é prata no adestramento do Odesur, e a diferença por prova para o Equador caiu de 4,412 para 2,972
O ouro ficou com o Equador, com 415,647. O Brasil somou 408,263 e a Argentina 390,142. O documento oficial de classificação por equipes traz as duas notas de cada um dos quatro conjuntos de cada país, e as somas dos três melhores fecham nos três. A vaga em Lima 2027 segue sendo dado declarado: o PDF do sistema de qualificação não abriu para nós.
Redação BrazHorse · 15 de setembro de 2026 · 8 de leitura

O Brasil é vice-campeão sul-americano de adestramento por equipes. A disputa terminou em 14 de setembro, no Jockey Club de Rosario, na Argentina, e o ouro ficou com o Equador.
O placar da equipe é a soma de duas provas: o São Jorge de 13 de setembro, que o BrazHorse publicou ontem, e a Intermediária 1 de 14 de setembro, que também valeu como classificatória individual e como final por equipes.
Equador 415,647 · Brasil 408,263 · Argentina 390,142. Três equipes na pista, três medalhas.
O segundo dia, conjunto por conjunto
Na Intermediária 1, o melhor brasileiro foi Paulo Cesar dos Santos com Magnífico da Sasa JE, 68,882. Eduardo Alves de Lima, o Duda, com Ornello V.O, fez 67,970. Frederico Correa Mandrot com Marajá da Sasa JE fez 67,000. Jeferson Rodrigo Pereira com Mestre da Sasa JE fez 66,706.
Pelo Equador: Julio Mendoza Loor com Deparon, 70,618. Carolina Espinoza com Bak Conde, 69,088. Franziska Klinkicht com Bengalo Guardiola II, 67,118. Maria José Granja com Balido CH, 60,676.
Pela Argentina: Federico De Michelis com Hot Chocolate, 67,677. Diane Amendolara com Fireking, 64,441. Leonardo Antonio Godoy com Marqués do Lis, 63,659. Verónica Malberti com Faena D Atela, 55,559.
A conferência: 24 notas, três totais, nenhuma sobra
O documento oficial de classificação por equipes traz as duas notas de cada um dos quatro conjuntos de cada país e o total da equipe. São 24 números individuais e 3 totais. Somamos, para cada país, os três maiores somatórios de dois dias e comparamos com o total publicado.
Brasil: Paulo Cesar 137,176 (68,294 mais 68,882), Duda 136,352 (68,382 mais 67,970), Mandrot 134,735 (67,735 mais 67,000). A soma é 408,263 — exatamente o total oficial.
Equador: Mendoza Loor 143,030, Espinoza 137,911, Klinkicht 134,706. Soma: 415,647. Bate.
Argentina: De Michelis 133,736, Amendolara 129,117, Godoy 127,289. Soma: 390,142. Bate.
Três países, três acertos na casa do milésimo. É a mesma verificação que fizemos ontem com as notas de um dia só, agora com o dobro de parcelas.
Nas três equipes, o descartado foi a mesma pessoa nos dois dias
A conta acima também deduz quem sobrou de fora, coisa que o documento não escreve. O descarte do Brasil foi Jeferson Rodrigo Pereira, com 134,441. O do Equador, Maria José Granja, com 124,882. O da Argentina, Verónica Malberti, com 116,912.
Em nenhuma das três equipes houve troca de descartado entre o primeiro e o segundo dia. Isso tem uma consequência prática de conferência: se o time que conta é o mesmo nas duas provas, os totais diários também têm que somar. E somam. Os 204,411 do Brasil em 13 de setembro mais 203,852 na Intermediária 1 dão 408,263. O Equador fez 208,823 e 206,824. A Argentina, 194,365 e 195,777.
A diferença por prova para o Equador diminuiu — e mesmo assim não deu
Em 13 de setembro o Equador abriu 4,412 sobre o Brasil. Na Intermediária 1 a diferença do dia caiu para 2,972. O Brasil encostou. Como as duas provas se somam, porém, as duas diferenças também se somam: 7,384 no fim.
Sobre a Argentina, o Brasil abriu 10,046 no primeiro dia e 8,075 no segundo. Total: 18,121.
A Argentina foi a única das três a pontuar mais no segundo dia do que no primeiro — 195,777 contra 194,365. Brasil e Equador caíram.
O Uruguai não teve equipe, e há um número que não sabemos ler
Como registramos ontem, o Uruguai perdeu a disputa por equipes já no primeiro dia: Héctor Guillermo Lazcano Alzaibar aparece como EL, eliminado, e Carolin Mallmann como RET, retirada. Com menos de três conjuntos não há equipe.
O documento de 14 de setembro traz a terceira uruguaia, Paulina Morales, com um único número ao lado — 44,500 — e sem o par que todos os outros conjuntos têm. Não sabemos o que esse número representa nesse documento e, por isso, não o estamos tratando como resultado dela. Registramos porque está lá, e porque omitir seria escolher o que o leitor pode ver.
A vaga em Lima 2027 continua sendo dado declarado
O Adestramento Brasil escreve que a prata garante ao Brasil a vaga por equipes nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2027. O portal Olimpíada Todo Dia, em matéria assinada por Augusto Lewis no mesmo 14 de setembro, escreve o mesmo, e acrescenta que o benefício valeria para os dois países mais bem colocados.
São duas declarações, de dois veículos. Não é fonte primária, e continuam não sendo a mesma coisa.
Ontem registramos que o manual técnico oficial dos Jogos, versão 14, de 29 de maio de 2026, não diz quantas equipes se classificam — ele remete ao sistema de qualificação do Pan, nos sites da FEI e do PAEC. Hoje andamos um passo: a matéria do Adestramento Brasil linka esse sistema de qualificação, num arquivo chamado qualification-systems_2027-pan-american-games_20-july-2026-1.pdf. O documento existe, é de 20 de julho de 2026, e está publicado às claras.
O documento que não abriu, e o método
Tentamos abrir esse PDF duas vezes, pela URL exata que a matéria linka. As duas tentativas voltaram com erro 406 do servidor. Tentamos uma variação do mesmo nome de arquivo, sem o sufixo final, e voltou 404. Procuramos o manual de sistemas de qualificação no site do Panam Sports; o que encontramos foi o manual dos Jogos Pan-Americanos Júnior de Assunção 2025, que não tem seção de hipismo. O site da FEI segue devolvendo 403 para nós desde 20 de agosto.
Queríamos responder uma pergunta só: quantas equipes de adestramento os Jogos Sul-Americanos classificam para Lima. Não vamos afirmar nada sobre isso.
E não estamos dizendo que alguém esconde o documento. Ele está linkado publicamente por quem cobriu a prova; o problema pode ser inteiramente nosso, do lado de cá. Só não conseguimos lê-lo.
Quem for repercutir a vaga de Lima, repercuta com essa ressalva.
O que estes números não dizem
Não dizem quem disputa a final individual de 16 de setembro nem como ela será pontuada. É prova nova, e não localizamos a lista de classificados.
Não dizem se o Brasil poderia ter escalado outro time. Quatro conjuntos correram, três contaram, e a composição foi definida em julho.
Não dizem qualidade técnica. Uma nota de adestramento é a média de um painel de juízes sobre movimentos específicos, e ninguém desta redação assistiu às provas.
E não dizem por que a diferença por prova caiu. Pode ser o Brasil melhorando, pode ser o Equador oscilando, pode ser a reprise ser outra e cobrar coisas diferentes. Os números sozinhos não separam essas três explicações.
Procedência: o placar por equipes e as 24 notas individuais são OFICIAIS, lidos no documento S.Am Games-D Team — Team Classification (Team) dos XIII Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026, datado de 14 de setembro e hospedado pelo Adestramento Brasil. As somas de dois dias, os descartes deduzidos, as diferenças por prova e os totais diários são apuração NOSSA sobre esse documento. A vaga em Lima 2027 é dado DECLARADO por Adestramento Brasil e por Olimpíada Todo Dia, não conferido em fonte primária. Imagem: Imprensa CBH, imagens de C. May — foto de arquivo de julho de 2026, não da prova de Rosário.
