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Análise

37s27: Yuri Mansur vence o Grande Prêmio 5* de Valkenswaard, e o Brasil ganha duas vezes na mesma arena em dois dias

Com Vitiki, Mansur zerou os dois percursos e levou 101.838 euros — exatamente um terço da bolsa de 308.600. Diz ser a primeira vez que o cavalo vence um Grande Prêmio de cinco estrelas. No sábado, Eduardo Pereira de Menezes tinha vencido a prova de 1,50 m da mesma pista.

Redação BrazHorse · 7 de setembro de 2026 · 7 de leitura

Foto: Ilustração BrazHorse — imagem de fundo gerada por inteligência artificial

Yuri Mansur venceu neste domingo, 6 de setembro, o Grande Prêmio do Longines Global Champions Tour de Valkenswaard, na Holanda. Foi a prova mais rica da semana no calendário internacional do salto: 1,60 m, CSI5*, bolsa de 308.600 euros. Ele montou Vitiki, zerou o percurso inicial em 77s42 e fechou o desempate em 37s27.

O segundo colocado foi o belga Pieter Devos, com Casual DV Z, também sem faltas, em 37s97. A diferença entre os dois é de 0,70 segundo. Em terceiro veio a belga Annelies Vorsselmans, com Trezeguet, 0 falta em 38s85.

101.838 euros — o prêmio do primeiro lugar. É exatamente um terço da bolsa de 308.600 euros da prova.

O que aconteceu na pista

Oito conjuntos zeraram o percurso inicial e foram ao desempate. O número aparece igual nas duas fontes que lemos: a lista de resultados da própria arena e a matéria do World of Showjumping. Dos oito, cinco voltaram a zerar no desempate; três derrubaram um obstáculo — Christian Ahlmann com Untouched LB, Denis Lynch com Cordial e Emanuele Camilli com Chacco's Girlstar.

A ordem final dos cinco que zeraram nas duas voltas: Mansur (37s27), Devos (37s97), Vorsselmans (38s85), o holandês Arne van Heel com Keaton HV (39s08) e o belga Olivier Philippaerts com Miro (39s32).

Os outros dois brasileiros que largaram no Grande Prêmio não passaram para o desempate. Eduardo Pereira de Menezes, com H5 Knockando, terminou em 17º, com 4 faltas em 74s83. Luiz Felipe de Azevedo Neto, com Pandora Boy Z, terminou em 30º, com 8 faltas em 77s40. São os mesmos três nomes que o comunicado da CBH de 2 de setembro listava para a semana, e que as listas de partida da arena confirmaram na sexta-feira.

O que o próprio Mansur disse

O World of Showjumping registrou que ele chorou no pódio e publicou as frases dele. Sobre a espera: “I've had so many good chances and could never finish the job… finally”. Sobre o cavalo: “He's won so many 1.50 and 1.55 Grand Prix's but we've never managed to take a five-star Grand Prix” — ou seja, muitos Grandes Prêmios de 1,50 m e 1,55 m com Vitiki, nenhum de cinco estrelas até domingo. E, sobre o que a vitória lhe dá: “I can't believe that I have the golden ticket to the LGCT Super Grand Prix!”.

A conta da bolsa, e o que ela mostra

308.600 euros divididos, e 101.838 para o primeiro. A divisão dá 33% exatos, sem sobra de centavo. Ontem publicamos aqui a vitória de Eduardo Pereira de Menezes na CSI5* de 1,50 m da mesma arena, no sábado: 14.200 euros de uma bolsa de 56.800, ou 25% exatos. São dois percentuais fixos e diferentes, aplicados a duas provas do mesmo concurso. Registramos os dois porque eles fecham na conta; não sabemos qual é a tabela que os define, e não vamos deduzi-la de duas amostras.

Dois brasileiros venceram na mesma arena em dois dias

Menezes venceu a 1,50 m no sábado. Mansur venceu o Grande Prêmio de 1,60 m no domingo. É o mesmo concurso, a mesma pista e o mesmo fim de semana — e, ainda assim, não são a mesma coisa: alturas diferentes, campos de adversários diferentes e bolsas que estão numa relação de mais de cinco para um. O que os dois resultados têm em comum é o endereço e a data, não a dificuldade.

O fio com o Mundial — e o que não estamos dizendo

Em 19 de agosto publicamos que Yuri Mansur ficou fora do Mundial de Aachen. Aquele assunto continua onde estava: a última manifestação pública da CBH sobre ele é a nota de 18 de agosto, e nada do que aconteceu em Valkenswaard a altera. Vale dizer o que não estamos dizendo: esta vitória não é resposta, não é revanche e não é argumento sobre aquela decisão. É um resultado esportivo de domingo, e o outro assunto segue em aberto, sem novidade.

A linha que prometemos ontem e não conseguimos entregar

A matéria de sábado terminava com um compromisso: os dois Grandes Prêmios de 1,60 m de domingo, o de Valkenswaard e o GP CHSA GWM Alta, do 91º Aniversário do Clube Hípico de Santo Amaro — este último valendo a 8ª etapa do ranking Senior Top com rendimento máximo e seletiva para a Final da Copa do Mundo de 2027.

Entregamos metade. Até o fechamento deste texto, na manhã de segunda-feira, não localizamos o resultado do Grande Prêmio de Santo Amaro publicado em lugar nenhum: nem na home da CBH, cuja última matéria é de 5 de setembro, nem na página do clube, nem nas duas páginas de programa da Federação Paulista de Hipismo, que trazem horário, altura e categoria de cada prova e nunca trazem o placar. A prova de 1,60 m mais importante do calendário nacional deste fim de semana correu, e o resultado dela não está público.

Isso não é uma acusação, é uma constatação sobre a cobertura: o único placar de concurso nacional que chega ao público é o que a assessoria da CBH escolhe editar em matéria, e ela ainda não editou esta. Quando editar, voltamos aqui.

O que estes números não dizem

Não dizem quantos conjuntos largaram. A página de resultados tem uma lista longa, e contagem de linhas é justamente o tipo de leitura que já nos devolveu números diferentes em tentativas diferentes. Por isso não damos esse número: o que é estável é o pódio, os tempos e a informação, repetida por duas fontes, de que oito foram ao desempate.

Não dizem quanto a vitória vale no campeonato da Longines Global Champions Tour. Tentamos abrir a classificação oficial do circuito e a tabela veio vazia. Também não conseguimos apurar o que exatamente é o Super Grand Prix a que Mansur diz ter ganho o passaporte, nem quando e onde ele corre — a expressão “golden ticket” é dele, citada pelo World of Showjumping, e não a verificamos na organização do circuito.

Não dizem se esta é a maior vitória da carreira dele. A frase que temos é sobre o cavalo — Vitiki nunca tinha vencido um Grande Prêmio de cinco estrelas — e é do próprio Mansur. Não montamos um histórico da carreira dele para afirmar mais do que isso.

E não dizem nada sobre o Odesur. Mansur não está entre os convocados de salto para os Jogos Sul-Americanos, cuja lista definitiva de inscritos fecha em 8 de setembro. Um resultado em Valkenswaard não muda uma convocação já publicada, e não estamos sugerindo que devesse.

Fonte da informação: lista de resultados da prova 1710 publicada pela Tops International Arena, sede do LGCT de Valkenswaard, e matéria do World of Showjumping de 6 de setembro de 2026, de onde vêm as citações. Os dados de premiação, faltas e tempos são oficiais, lidos no resultado da prova. Imagem: ilustração BrazHorse, com fundo gerado por inteligência artificial — não retrata a prova, os atletas nem os cavalos citados.

Números apurados na base do BrazHorse, a partir do Ranking de Coberturas da ABCCH (temporada 2025/2026) e do catálogo próprio. Cada página de dado citada aqui declara sua fonte e o que não está coberto.

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