Três pontos em cinco seletivas: como o Brasil escolheu quem vai a Lanaken
O Sul-americano de Cavalos Novos fechou o Grand Slam Lanaken 2026. Nos 6 anos, a diferença entre o primeiro e o segundo da temporada inteira foi de 3 pontos — e o campeão sul-americano não é nenhum dos dois.
Redação BrazHorse · 19 de agosto de 2026 · 4 min de leitura

O Sul-americano de Cavalos Novos foi disputado entre 23 e 26 de julho no Haras Cooper, em Campinas, dentro do 21º Festival Nacional do Cavalo Brasileiro de Hipismo. Foi a quinta e última seletiva do Grand Slam Lanaken, o circuito que define os representantes brasileiros no FEI WBFSH Jumping World Breeding Championship for Young Horses, em Lanaken, na Bélgica, entre 16 e 20 de setembro. Os percursos foram desenhados pelo course designer internacional Bernard Mathy.
Quem venceu o Sul-americano
Sete anos: José Roberto Reynoso Fernandez Filho com Primmadonna Flores, seguido de João Paulo Gouveia com Diamond Mystic Rose e de Raphael Machado Leite com J&A Commi il Amour BR Império Egípcio. Seis anos: German Antonio Rios com TDV Diana, da Argentina, com Reynoso e Merano JMen I em segundo e Lourenço Vieira da Silva com Cornet Supreme BR em terceiro. Cinco anos: Mauricio de Oliveira Franco com Dominique Mystic Rose, à frente de Alexandre Mendes de Oliveira com Lektion Adal e de Bernardo Braga de Albuquerque Pereira com Gold Dust SW1.
E quem venceu a temporada, que é outra coisa
A contagem final do Grand Slam soma as cinco seletivas do ano. Cinco anos: Dominique Mystic Rose com 203 pontos, Mylord Kannan LMZ com 172 e Lady Bug das Umburanas com 145. Sete anos: Primmadonna Flores com 193, J&A Commi il Amour com 179 e Cartan Rec das Um da Umburanas com 171. Seis anos: FJ Anunáki com 190, Merano JMen I com 187 e Argentina das Umburanas com 163.
Nos 6 anos, cinco seletivas ao longo de um ano inteiro separaram o primeiro do segundo por 3 pontos. E o campeão sul-americano da categoria, TDV Diana, não aparece no pódio da temporada.
Essa é a leitura que o resultado de um dia não entrega. Nos 5 anos, Dominique Mystic Rose venceu o Sul-americano e a temporada, com 31 pontos de sobra — domínio limpo. Nos 7 anos, Primmadonna Flores fez o mesmo, com 14. Nos 6, as três coisas se separam: um cavalo ganhou o dia, outro ganhou o ano por margem mínima, e o terceiro ficou a 3 pontos de ir no lugar dele.
Para quem cria, é a diferença entre comprar uma manchete e comprar regularidade. Um título sul-americano é um dia bom. Cento e noventa pontos em cinco provas é um cavalo que repete.
O que estes números não dizem
O Grand Slam pontua presença e colocação ao longo do circuito, então ele premia quem compareceu a todas as etapas. Um cavalo que pulou seletiva por logística, lesão ou custo de transporte fica de fora da conta sem que isso diga nada sobre a qualidade dele. Margem de 3 pontos entre primeiro e segundo é pequena demais para virar julgamento de mérito — ela diz que os dois são equivalentes, não que um é melhor.
Uma ressalva de registro: a própria CBH publicou Primmadonna Flores como (IA) no título da matéria e como (TE) no corpo do texto. Inseminação artificial e transferência de embrião não são a mesma coisa no registro genealógico, e a diferença importa para quem vai usar essa linha. Não corrigimos porque não temos a fonte primária do registro — fica anotado até que se confirme.
Fonte da informação: Confederação Brasileira de Hipismo, matéria de 27 de julho de 2026 (cbh.org.br). Foto de capa: Camilla Cintra Fotografias / CBH, publicada com autorização. Dado oficial da confederação.
